quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

...

Sussurrei silenciosamente nos ouvidos dela
a coisa mais bela que alguma vez dissera..
Ela respondeu com um gemido de aprovação
aumentando assim a intensidade do meu desejo
Ela revirava os olhos de peixe morto
Queria mais e mais...
Ansiava desesperadamente por mais!
Foi então que ela convidou-me para um lugar mais intimo
que seria só nosso, o nosso mundo
pelo menos por algumas horas de paixão intensa..

sábado, 21 de agosto de 2010

O ciclo da vida...



Parou

Observou

Reflectiu

Decidiu

Agiu

Caiu/Lutou/levantou

Chorou/ Sorriu

Aprendeu

Cresceu

Levantou

Recomeçou…

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O poder da música...




É um privilegio quase único poder ouvir a Maria Bethania a cantar ou melhor vê-la a representar, pois ela mais do que canta: com a sua poderosíssima voz ela faz-nos arrepiar a alma e os seus gestos ao cantar surgem como que a cereja em cima do bolo. Ela canta o amor como ninguém e cria uma espécie de atmosfera ao qual é impossível ficar indiferente fazendo acreditar que o amor é algo possível e ele é capaz de provocar transformações inimagináveis que proporcionam sensações inexplicáveis, que só quem ama pode experimentar.
Como canta ela: ” faz-me lembrar de ti e esquecer-me de mim”, esta frase é simples, mas é tão demonstrativa da força do amor. Tantos são os sentimentos expressos por esta simples frase.
A sua voz suave e melodiosa é um presente dos deuses aos nossos ouvidos. Ela invade a nossa alma de forma mansinha, que nem água a correr pela ribeira, convidando-nos a viajar no tempo, ora revivendo ora projectando momentos de pura magia. É um estado de êxtase total, de satisfação, de tranquilidade, de bem-estar com a vida e o mundo e um desejo intenso de viver mais e melhor.
A paz instalada em nós faz desencadear um despertar e fortalecer de sonhos antigos, que estavam há muito adormecidos e que clamavam por uma oportunidade de se materializarem.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A ti...

A ti mulher de físico franzino
A ti mulher de olhar sincero e transparente
A ti mulher de coração grande e puro
A ti mulher que foste mãe, avó, tia e amiga
A ti mulher de charme
A ti mulher de uma beleza imensurável
A ti mulher de bondade infinita
A minha mulher heroína
A ti mulher de sacrifícios
A ti mulher a quem a vida foi dura
Mas a qual sempre sorriste e deste luta
A ti mulher de amor incondicional
A ti mulher a quem devo parte do que sou
Quero que saibas que fisicamente não estás mais entre nós
Mas eterna serás em nós: alma, coração e dignidade!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

É natural o medo…






Faz parte da vida ter presente o medo na hora de tomar decisões nos momentos mais cruciais e significativos da nossa vida, na definição do nosso futuro - profissional, no amor, na amizade. Mas nos dias de hoje um medo de efeitos muito mais devastadores invadiu as nossas vidas, que é o medo de ter medo, criando uma pressão na qual a maior parte das pessoas não conseguem resistir, levando-as a optarem sempre pelo caminho mais fácil, se por um lado dá-nos a possibilidade de termos uma vida sem sobressaltos que advém do facto de correr menos riscos na hora de decidir, por outro lado a nossa vida torna-se monótona sem qualquer tipo de aventura, sem adrenalina e sem saber o que é a sensação de termos o nosso coração a pulsar intensamente sem saber bem o porquê…
Todas as pessoas sem excepção querem ser felizes, mas em certos momentos das nossas vidas somos confrontados com o pensamento: o que eu quero, felicidade ou segurança? . A felicidade implica entregar-se e preocupar-se com os outros, a dividir sensações, projectos, planos… causando-te inseguranças por envolver pessoas que amas e isso é assustador.
A segurança é-nos dada unicamente pela racionalidade, onde tudo o que se faz tem como objectivo primordial proporcionar uma estabilidade material e emocional. As emoções existem na mesma, mas são rotineiras e bastante previsíveis e nada acontece por acaso, tudo é controlado ao mínimo detalhe. A espontaneidade perde-se e as pessoas tornam-se quase que máquinas programadas para executar determinadas tarefas e até sabem quando devem sorrir.
Isso é viver de facto? Ou foi apenas uma passagem desbotada pela vida?

quinta-feira, 24 de junho de 2010

To my friend…



You changed my world with your words
You touch my soul with your unconditional friendship
With you I saw the beauty of the world clearly
You made me believe with your purity

Thanks my friend…

sexta-feira, 18 de junho de 2010

O Outro na nossa Vida...





Por estas noites adentro a insónia é a minha fiel companheira. Ela me traz a solidão, que não é má de toda, pois é uma forma de eu estar comigo, de me conhecer melhor, de testar as minhas fraquezas e os meus limites, de me avaliar.
Estou nessa fase de reorganizar-me emocionalmente para que possa pensar e definir os meus projectos. Não adianta planear sem estabilidade emocional porque serão planos que não passarão disso, ficarão presos no mundo das ideias. Isso só nos faz sentir como seres fracassados.
A necessidade que o ser humano tem de partilhar com o outro é tremenda, principalmente com as pessoas amadas. A nossa existência depende da existência do outro e jamais conseguiremos existir sem o outro, mas para que o nosso relacionamento com o outro seja da melhor forma possível temos que fazer que a nossa existência dependa o menos possível da existência do outro.
Cada vez mais aprendo que o outro para nós pode ser tão ou mais importante que nós próprios. Com isto não estou dizendo que devo procurar no outro a razão da minha existência, mas sim que como seres essencialmente emocionais que somos a nossa vida não tem sentido sem o outro , pois geralmente a maior parte das nossas emoções é para com o outro.
Parecem ideias contraditórias? E podem ser! Quem disse que a vida e o ser humano não são contraditórios?
A verdade é que cada um tem o seu microcosmo interior que absorve tudo e depois os resultados são diversos. A minha visão do mundo e a minha reacção ao mundo não tem que ser igual ao dos outros. Por isso o mais natural é ninguém se identificar com o que está neste texto.
Não durmo por várias razões: é o assinar do contrato com uma empresa, é o terminar da tese, é o regressar ou não para Cabo Verde, mas o que mais causa este alvoroço de sentimentos é o partir para longe de uma pessoa amada. A ausência do outro reflecte a importância da sua presença. A única “certeza” que tenho por estes tempos de transformação, sim porque o amor está dando lugar ao amor , é a lei da sobrevivência, é que não quero fazer da minha vida rascunhos que talvez não venha a ter tempo de passar a limpo.